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Título do Mundial Sub-21 completa um ano em marca inédita no mundo do vôlei

Grande resultado

23 de junho de 2020

Delegação brasileira comemora conquista do tricampeonato mundial sub-21

(Getty Image/FIVB)

Uma grande conquista do vôlei de praia brasileiro completou um ano nesta terça-feira (23.06). Nesta mesma data, em 2019, Vitoria/Victoria (RJ/MS) e Rafael/Renato (PB) venciam o Campeonato Mundial Sub-21 da modalidade em Udonthani, na Tailândia. Foi a terceira conquista consecutiva para o país no torneio em ambos os naipes, feito inédito.

O técnico Robson Xavier, que estava presente nas conquistas das duas edições anteriores, comentou o desafio de manter o Brasil no topo do pódio. A campanha de Rafael e Renato, irmãos gêmeos, contou com sete jogos e sete vitórias. Somando as participações de 2016 e 2017, as duplas principais do país não perdem uma partida no Mundial Sub-21 há 21 jogos.

“Tínhamos que lidar com uma pressão, pois nas duas edições anteriores havíamos conquistado o título. Estávamos buscando um tricampeonato. Os meninos sabiam dessa responsabilidade. E a escola brasileira é de muita técnica, inclusive o biotipo de Rafael e Renato não é da altura e força, como a escola europeia. Precisávamos nos reinventar em algumas ações. O que me marcou foi como eles souberam administrar o lado comportamental e apresentaram um nível técnico excepcional. O trabalho em equipe foi o que mais me marcou, a preparação e o lado comportamental”, disse Robson Xavier.

ASSISTA: Técnicos analisam Camp com promessas do vôlei de praia

Em 17 edições do Campeonato Mundial Sub-21, apenas um país, além do Brasil, venceu em uma mesma edição os naipes masculino e feminino: a Polônia, em 2009. Os times brasileiros, porém, conseguiram cinco dobradinhas na história da competição, três delas seguidas, em 2016, 2017 e 2019 (veja abaixo todos os campeões).

O técnico Marcelo Carvalhaes, que comandou Vitoria/Victoria até o ouro, comentou o que mais marcou na campanha da parceria, que também terminou a competição invicta com sete jogos e sete vitórias. Ele lembrou o desafio de encaixar duas jogadoras que habitualmente atuavam como defensoras no Circuito Brasileiro Open.

“As meninas haviam atuado juntas no Mundial Sub-19 dois anos antes, não tinham conseguido um bom resultado. Tivemos que nos reunir e convencer de que o tropeço era passado, que elas haviam evoluído e estavam mais experientes para enfrentar as adversidades. Elas abraçaram a causa, isso me marcou muito. Elas se superaram encarando uma temperatura altíssima e adversárias bem mais altas e fortes. Foi um trabalho de conjunto, agradeço muito que a Confederação Brasileira de Voleibol tenha acolhido nosso projeto”, disse.

A preparação das duplas foi realizada no Centro de Desenvolvimento de Voleibol (CDV), em Saquarema (RJ). Foram dois períodos de treinamentos, o último, um ‘intensivo’ com cerca de dez dias e apoio de profissionais de preparação física, fisioterapia, nutrição e estudo de vídeos. O processo também foi realizado em parceria com os centros de treinamento de onde os jovens foram convocados, permitindo trabalhar diversos pontos na preparação.

TODOS OS CAMPEÕES MUNDIAIS SUB-21:

Masculino
2001 – França – Pedro Cunha/Anselmo (BRA)
2002 – Itália – Pablo Herrera/Raul Mesa (ESP)
2003 – França – Pedro Cunha/Pedro Solberg (BRA)
2004 – Portugal – Angel Amo/Inocencio Lario (ESP)
2005 – Brasil – Plavins/Samoilovs (LET)
2006 – Polônia – Bruno Schmidt/Pedro Solberg (BRA)
2007 – Itália – Giontella/Nicolai (ITA)
2008 – Inglaterra – Giontella/Nicolai (ITA)
2009 – Inglaterra – Kadziola/Szalankiewicz (POL)
2010 – Alanya – Garrett May/Sam Schachter (CAN)
2011 – Canadá – Popov/Samoday (UCR)
2012 – Canadá – Kantor/Losiak (POL)
2013 – Croácia – Allison/Guto (BRA)
2014 – Chipre – Michal Bryl/Kacper Kujawiak (POL)
2016 – Suíça – Arthur Lanci/George Souto (BRA)
2017 – China – Adrielson/Renato (BRA)
2019 – Tailândia – Rafael/Renato (BRA)

Feminino
2001 – França – Shaylyn/Maria Clara (BRA)
2002 – Itália – Juliana/Taiana (BRA)
2003 – França – Morozova/Shiryaeva (RUS)
2004 – Portugal – Taiana/Carol (BRA)
2005 – Brasil – Carol/Camillinha (BRA)
2006 – Polônia – Carol/Bárbara Seixas (BRA)
2007 – Itália – Lili/Bárbara Seixas (BRA)
2008 – Inglaterra – Van Iersel/Remmers (HOL)
2009 – Inglaterra – Brzostek/Kolosinka (POL)
2010 – Alanya – Roenicke/Ross (EUA)
2011 – Canadá – Betchart/Heidrich (SUI)
2012 – Canadá – Betschart/Verge-Depre (SUI)
2013 – Croácia – Kociolek/Gruszczynska (POL)
2014 – Chipre – Sophie Bukovec/Tiadora Miric (CAN)
2016 – Suíça – Duda/Ana Patrícia (BRA)
2017 – China – Duda/Ana Patrícia (BRA)
2019 – Tailândia – Vitoria/Victoria (BRA)

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