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Semifinalistas se dividem entre quadras e estudos

Atletas/estudantes

4 de abril de 2017

Funvic Taubaté, do levantador Raphael, estudante de Administração de Gestão Pública, abre a série pelas semifinais contra o Sesi-SP na quinta-feira

(Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

Sada Cruzeiro (MG), Funvic Taubaté (SP), Sesi-SP e Vôlei Brasil Kirin (SP) têm mais em comum do que estarem nas semifinais da Superliga masculina de vôlei 2016/2017. As quatro equipes contam com atletas que se desdobram em suas rotinas de treinos, jogos e viagens para conciliar a carreira profissional do voleibol com a vida estudantil. O central Isac, o levantador Raphael, e os ponteiros Vaccari e Temponi são apenas alguns desses exemplos.

Jogador do Sada Cruzeiro, o central Isac está no primeiro período do curso de Educação Física e tem conseguido conciliar bem as duas rotinas. “Estudar era um sonho que eu tinha. Sempre gostei do esporte e agora vi a oportunidade de começar essa faculdade. Não pensei duas vezes antes de começar. Às vezes é difícil pelos compromissos com o time, mas dá para compor. Estou gostando muito e acho que é algo importante para a vida de um atleta”, opinou Isac, de 26 anos.

O central teve o incentivo de outros companheiros de time. O ponteiro Filipe fez MBA em Gestão Empresarial, o levantador Fernando e o líbero Serginho fazem Administração e o levantador William também cursa Educação Física. “Eu e o William vamos nos ajudando para tornar mais fácil. A verdade é que passamos anos dentro de quadra jogando, vivendo o voleibol, mas isso tudo passa e é preciso ter uma formação para continuar a vida”, complementou Isac.

Segundo colocado na fase classificatória, o Funvic Taubaté também tem um representante nas salas de aula: o levantador Raphael, que, aos 37 anos, está prestes a se formar em Administração de Gestão Pública.

“Gosto de Administração e Gestão Pública é algo que me interessa também. É um curso a distância, e consigo fazer de acordo com a minha programação. Faço os trabalhos online e as provas são presenciais, quando consigo conciliar as folgas. No dia a dia, fica meio puxado por causa dos treinos, viagens, jogos, mas procuro umas datas específicas onde consigo encaixar a minha programação. Não é tão fácil, mas está dando certo e estou bem feliz em poder cursar”, afirmou Raphael.

Além dos compromissos, o levantador e capitão do Funvic Taubaté tem uma série de responsabilidades com o clube, sendo essa a sua prioridade. “Claro que, hoje, o voleibol requer atenção quase que total e vem sendo assim o campeonato inteiro. Os estudos estão no final, em uma parte decisiva, e me dedico desde o primeiro dia. A diferença é que, neste momento, aumenta um pouco mais a ansiedade para poder me formar logo”, brincou Rapha.

O ponteiro Gabriel Vaccari, do Sesi-SP, é mais um que se divide. No terceiro período de Administração, o jogador de 20 anos recebeu o apoio dos pais. “Eles sempre me incentivaram a estudar, os dois são formados e quando eu terminei o ensino médio já entrei na faculdade. Comecei Educação Física, tranquei e resolvi fazer Administração. Estudar é algo que me dá satisfação”, afirmou o jovem ponteiro.

Para seguir a jornada dupla, Vaccari precisa se organizar. “Tenho que ter disciplina própria, já que faço faculdade a distância e eu que programo os meus horários de estudo. O esporte é a prioridade neste momento. Os treinos e os jogos são o que mais me preocupam, mas os estudos são fundamentais. Faço Administração e, acabando a minha carreira no vôlei, posso seguir em outra que eu gosto sem precisar começar do zero”, comentou o jogador do Sesi-SP, que tem o ponteiro Fábio como colega de curso.

Aos 27 anos, o ponteiro do Vôlei Brasil Kirin, Bruno Temponi, escolheu por um curso bem diferente da carreira que já seguia no vôlei: Engenharia Civil. Hoje, aos 31, no quinto período, está certo de sua escolha. “Acho que quem tem contato com outras pessoas de diferentes áreas consegue lidar melhor com determinadas situações e isso é algo que a faculdade me traz de interessante. Conhecer novas pessoas, novas mentalidades, sair um pouco do mundo do esporte, como eu que jogo há mais de 15 anos, abre a mente”, esclareceu Temponi.

O curso agrada, claro, e teve um incentivo muito especial. “Na infância, tinha um avô bem inventivo. Com 90 anos, ele gostava de trabalhar, inventava, construía e arquitetava muitas coisas. Isso me motivou muito. Engenharia Civil é um campo que tem várias vertentes, onde podemos trabalhar em prédio, fundação, ponte, rodovias, tem várias áreas de atuação e essa possibilidade de andar por diversas áreas me cativou”, explicou o ponteiro do Brasil Kirin, que tem outros três companheiros de time estudantes: o ponteiro Ygor Ceará, que cursa Logística, o oposto Gregore Baiano faz Direito e o central Vini, Educação Física.

A partir desta semana, o lado estudante fica um pouquinho de lado para que esses craques voltem ainda mais o foco para defender seus times nas semifinais da Superliga. O primeiro jogo será entre Funvic Taubaté e Sesi-SP, na próxima quinta-feira (06.04), às 22h, em Taubaté (SP), com transmissão da RedeTV e do SporTV. Sada Cruzeiro e Vôlei Brasil Kirin iniciam a série melhor de cinco jogos no sábado (08.04), às 20h30, em Contagem (MG), em partida transmitida pelo SporTV.

O Banco do Brasil é o patrocinador oficial do vôlei brasileiro