Jovens da seleção sub-17 têm chance de ouro ao lado das grandes

21 DE JANEIRO

Jovens da seleção sub-17 têm chance de ouro ao lado das grandes
Nina e Carolina são do Rio de Janeiro e têm 15 anos (Créditos: Wander Roberto/Inovafoto/CBV )

Eduarda Dias, Julia Heldt, Nina Chavarry, Carolina Sallaberry e Isabella Letícia Rocha têm algo em comum: a oportunidade de, ainda tão jovens, estarem na disputa do principal campeonato do voleibol de praia no país. As atletas fazem parte da seleção brasileira sub-17, mas, nesta quinta-feira (21.01), jogaram no qualifying da sexta etapa do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia Open, na casa do voleibol brasileiro, o Centro de Desenvolvimento de Voleibol (CDV), em Saquarema (RJ).

 A ideia com o projeto elaborado pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) é dar experiência a jovens atletas. Segundo o técnico da dupla Carolina/Nina, Élcio Logullo, a oportunidade de já estar no cenário profissional é algo que só vem a acrescentar para a carreira do jovem time – ambas têm 15 anos.

“Eu agradeço à CBV pela oportunidade que está dando às atletas mais novas. Essa troca de experiência com outras jogadoras é algo essencial. Participar de uma competição oficial do peso de uma etapa do Circuito Brasileiro traz aprendizados não conseguiríamos alcançar apenas nos treinos. Em nossos treinamentos elas até jogam contra meninos, atacamos do alto do caixote até com mais força, mas não há essa pressão de ter o ambiente de competição”, explicou Élcio.

O treinador ainda destacou outro ponto positivo nesta iniciativa. “Aqui elas estão sob os olhares de outros profissionais, pessoal da CBV, arbitragem, tem que organizar o tempo de sono, de preparação, de alimentação, protocolo de aquecimento. É algo completamente diferente, por isso falo a elas que não vão conseguir vencer logo no primeiro torneio, que falta essa bagagem, essa rodagem que só o tempo dá, e poder estar aqui é uma experiência sem igual para elas”.

Satisfeitas com tudo que vivenciaram no dia de hoje, as atletas contaram um pouco do que sentiram nesta que foi a primeira experiência no Circuito Brasileiro para quase todas.  

Carolina Sallaberry comentou sobre a diferença no jogo que notou dentro de quadra. “Essa, sem dúvida, é uma experiência muito boa. Viemos da base, onde os jogos são bem diferentes daqui. Então já vamos nos acostumando com essa vida profissional, onde é preciso ter um psicológico bom para não ficar nervosa na hora do jogo. Somos muito gratas a CBV por oferecer isso para todas nós”, disse Carolina.

Sua parceira, Nina, seguiu o mesmo discurso. “A cada jogo vamos entendendo um pouco mais de como funciona no adulto. Como temos 15 anos, é tudo muito diferente, e vamos aprendendo uma pegada diferente, além da estratégia de jogo. Foi muito bom”, comentou.

Isabella, de 16 anos, também agradeceu pela oportunidade. “Lidar com adultas é uma coisa nova. Nós, que somos sub, conseguimos ver que podemos chegar lá e é isso que eu quero. Aqui bate um nervosismo na hora do jogo e estou muito feliz por ter vivido isso tudo. Hoje consegui uma vitória e foi o primeiro jogo que venci na Praia. Isso me incentivou a seguir adiante e buscar ainda mais”, afirmou Isabella Letícia.

Do Rio Grande do Sul, Julia, de 15 anos, já está pensando em como vai atuar quando voltar a jogar pela sua própria categoria. “Foi uma super oportunidade poder jogar e isso vai agregar muito a nossa carreira. Jogar contra essas atletas mais velhas vai nos ajudar principalmente quando formos jogar contra as meninas da nossa categoria”, destacou.

E Duda, de 17 anos, confessou o nervosismo, mas sai de Saquarema absolutamente feliz. “Me senti nervosa de enfrentar pessoas com muito mais experiência. Queremos mostrar que estamos muito a fim de levar isso a sério e tudo isso que vivenciamos foi muito importante. Hoje o mais difícil foi encarar de fato tudo que estava acontecendo. Até entrar aqui tudo era um plano. Quando você entra e sente toda a energia e vê que vai realmente jogar contra atletas de alto nível, percebe o tamanho do desafio. Foi incrível”, concluiu Eduarda Dias.

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