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Mulheres marcam presença em oito comissões técnicas dos 22 times que disputam as classificatórias do CBI sub-17 feminino

Presença feminina

21 de outubro de 2022

Mulheres marcam presença em comissões técnicas da classificatória B

(Divulgação/CBV)

Uma nova geração desponta no vôlei nacional sob o comando de atentas profissionais. Até domingo (23.10), Volta Redonda (RJ) e Belo Horizonte (MG) recebem as classificatórias do Campeonato Brasileiro Interclubes (CBI) sub-17 feminino. Das 22 equipes que disputam as duas competições, oito têm mulheres nas comissões técnicas. Um recorde.
 
Duas vezes medalhista de bronze em Pan-Americanos com a seleção brasileira (em 1979 e 1983), Heloisa Roese é auxiliar-técnica do Flamengo. “Temos competência e experiência para as funções que exercemos. Essa presença feminina abre caminhos para uma nova geração de técnicas. Estamos no caminho certo”, diz Heloisa.    

Kenya Correa (técnica do Nova Era Vôlei), Agnes Hortelan (técnica do E.C Pinheiros), Danielle Lócio (técnica da AADB), Daniela Arosti (assistente técnica do Paineiras do Morumby), Nathalia Fraga (auxiliar técnica do Bradesco), Carine Amorim (auxiliar técnica do Olympico Clube), Ana Christina Nery (auxiliar técnica da AADB), Anielli Leal (assistente técnica do Clube dos Funcionários), Júlia Sant’Anna (assistente técnica do EC Pinheiros)  também estão na briga para levar suas equipes à fase final da competição. “É muito importante ver tantas mulheres nas comissões técnicas das equipes, realizando ótimos trabalhos” diz Kenya Correa.   

Na temporada 2022, pela primeira vez na história das seleções brasileiras de vôlei, duas mulheres integraram comissões técnicas como treinadoras. Em iniciativa da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) para estimular a presença feminina nas equipes de comando, Karina de Souza assumiu como auxiliar da seleção feminina sub-20 e Mirtes Benko, da sub-18 feminina. A dupla tem mais de 20 anos de experiência no voleibol. “Quando as oportunidades são dadas, o trabalho de excelência das mulheres aparece. Estou ciente do meu papel para que essa representatividade cresça cada vez mais. Quanto mais mulheres estiverem à frente das equipes, mais adolescentes sonharão em trilhar esse caminho”, diz Danielle Lócio, técnica da AADB.   

A classificatória A do CBI feminino sub- 17 está dividida em três grupos com quatro equipes cada. Flamengo (RJ), Remo (PA), Clube dos Funcionários (RJ) e Grajaú (RJ) estão na chave A. Tijuca Tênis Clube (RJ), Instituto Vitaliza (PE), Pinheiros (SP) e Nova Era Vôlei (RJ) formam o grupo B. Fluminense (RJ), AADB (PE), Recreio da Juventude (RS) e Centro Olímpico (SP) completam o torneio no grupo C. Na classificatória B, são dois grupos com cinco times, com o anfitrião Mackenzie (MG) está na chave A ao lado de Dentil Praia Clube (MG), P.M. Varginha/Vôlei Futuro (MG), Sogipa (RS) e Paineiras (SP). No grupo B estão Minas Tênis Clube (MG), Bradesco (SP), Mais Ação (MG), Olympico Clube (MG) e Sport (PE).

Os três primeiros colocados de cada torneio avançando à fase decisiva da competição, de 28 de novembro a 2 de dezembro em Saquarema (RJ). “Fico muito feliz de ver a valorização das mulheres no cenário do voleibol. Sinto muito orgulho de fazer parte desse crescimento e sei que ainda temos muito o que conquistar”, diz Daniela Arosti, técnica do Paineiras do Morumby.

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